segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ah se todos soubessem...A educação certamente estaria melhor


Fiquei enjoada com a reportagem da Roberta Abreu Lima, uma revista tão importante com uma matéria tão sem conteúdo, fraca e frágil em seus argumentos. Deixa claro que a zona de mau ensino é a que a revista se encontra divulgando recortes em um lugar tão importante para a informação dos brasileiros. Técnicos treinados pelo banco mundial deveriam fazer a filmagem no banco central e nos valores desviados da educação. A tecnica de filmagem utilizada nos EUA é uma prática para refletir sobre as aulas chamada de documentação pedagógica que tem o objetivo de refletir e não de comparar se é que vc entende a diferença! Assuntos irrelevantes podem ser para você que está de metida na sala de aula da professora recortando o que não sabe e não entende. Corporativismo é o nome que você conhece poderíamos utilizar a palavra respeito ao espaço que lhe cabe, a aula que foi planejada, ao processo que se encaminha...lamento mas para você entender melhor comece lendo "Professora sim tia não" de Paulo Freire ou "Pedagogia da esperança" faria você entender melhor muita coisa!
Adorei também a resposta da colega! Confira!!!

RESPOSTA REVISTA VEJASou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.


Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 min de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Reportagem Revista Veja - AULA CRONOMETRADA


Aula cronometrada
Com um método já aplicado em países de bom ensino,
o Brasil começa a investigar o dia a dia nas escolas

Roberta de Abreu Lima
Fotos Eduardo Martino/Documentography e Istockphoto/RF

Controle do tempo
Escola municipal no Rio de Janeiro: os cronômetros vão ajudar a entender as causas da evidente ineficácia na sala de aula

As avaliações oficiais para medir o nível do ensino no Brasil têm se prestado bem ao propósito de lançar luz sobre os grandes problemas da educação – mas não fornecem resposta a uma questão básica, que se faz necessária diante da sucessão de resultados tão ruins: por que, afinal, as aulas não funcionam? Muito já se fala disso com base em impressões e teoria, mas só agora o dia a dia de escolas brasileiras começa a ser descortinado por meio de um rigoroso método científico, tal como ocorre em países de melhor ensino. Munidos de cronômetros, os especialistas se plantam no fundo da sala não apenas para observar, mas também para registrar, sistematicamente, como o tempo de aula é despendido. Tais profissionais, em geral das próprias redes de ensino, já percorreram 400 escolas públicas no país, entre Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Em Minas, primeiro estado a adotar o método, em 2009, os cronômetros expuseram um fato espantoso: com aulas monótonas baseadas na velha lousa, um terço do tempo se esvai com a indisciplina e a desatenção dos alunos. Equivale a 56 dias inteiros perdidos num só ano letivo.
Já está provado que a investigação contínua sobre o que acontece na sala de aula guarda relação direta com o progresso acadêmico. Ocorre, antes de tudo, porque tal acompanhamento permite mapear as boas práticas, nas quais os professores devem se mirar – e ainda escancara os problemas sob uma ótica bastante realista. Resume a especialista Maria Helena Guimarães: "Monitorar a sala de aula é um avanço, à medida que ajuda a entender, na minúcia, as razões para a ineficácia". Não é de hoje que países da OCDE (organização que reúne os mais ricos) investem nessas incursões à escola. Os americanos chegam a filmar as aulas. O material é até submetido aos professores, que são confrontados com suas falhas e insucessos. Das visitas que fez a escolas nos Estados Unidos, o pedagogo Doug Lemov depreendeu algo que a breve experiência brasileira já sinaliza: "Os professores perdem tempo demais com assuntos irrelevantes e se revelam incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital".
Numa manifestação de flagrante corporativismo, os professores brasileiros chegaram a se insurgir contra a presença dos avaliadores dentro da sala de aula. Em Pernambuco, o sindicato rotulou a prática de "patrulhamento" e "repressão". Note-se que são os próprios professores que preferem passar ao largo daquilo que a experiência – e agora as pesquisas – prova ser crucial: conhecer a fundo a sala de aula. Treinados pelo Banco Mundial, os técnicos já se puseram a colher informações valiosas. Afirma a secretária de educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin: "Pode-se dizer que o cruzamento das avaliações oficiais com um panorama tão detalhado da sala de aula revelará nossas fragilidades como nunca antes". Nesse sentido, os cronômetros são um necessário passo para o Brasil deixar a zona do mau ensino.
EDIÇÃO DA SEMANA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mestrado....UDESC....é vero!!!


Estou fascinada com as aulas da professora Dra. Gladys Mary Ghizoni Teive especialmente por uma de suas obras “Uma vez normalista sempre normalista" fiz descobertas históricas acerca da pedagogia moderna e suas práticas escolares. Descobri que mesmo sendo uma professora contemporânea tenho muitas práticas da pedagogia moderna. O livro traz histórias contadas por uma professora que incorporou o habitus da reforma republicana “ Dona Passinha” e isto torna as práticas da época muito vivas. As fotos históricas me fizeram relembrar as histórias que minha avó materna me contava quando começávamos a ver as fotos de infância da minha mãe (sim gosto de fotos desde pequenina). As características da época, os termos e as referências dos acontecimentos históricos possibilita que nos reportemos ao passado envolvidos com os vestígios do presente. A autora conseguiu deixar claro o modo de ser professora moderna, intuitiva que ensina estimulando os sentidos intuindo seus alunos. A lição de coisas que surgiu com a pedagogia moderna e os materiais pedagógicos importados caríssimos que até então não existia, mapas, esqueletos, quadros, cadeiras etc... O espaço escolar, o prédio da escola também é uma invenção da pedagogia moderna até então a escola era em qualquer lugar, na casa da professora ou em uma sala alugada. Os grupos escolares foram construídos seguindo as orientações de médicos higienistas e arquitetos e por ai vai....vale a pena ler Fascinante!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A importância de um PAI...


Um pai é alguém para se orgulhar,
Alguém para se agradecer e,
Especialmente, alguém para se amar...

O pai como diz o texto acima tem uma função fundamental na formação emocional de um filho. Os filhos têm no Pai um porto seguro e um modelo para construir a sua personalidade. É no pai que desde pequeno o filho conhece o amor ao próximo, o respeito, a força nos momentos difíceis. È ele que com sua visão de mundo apresenta o mundo dos lugares, dos sentimentos e das ações. O pai que protege que alimenta, que cuida da sua família demonstra segurança aos filhos, mas acima de tudo mostra para ele como ele é importante e que ele é a sua obra mais importante, pois é a sua imortabilidade. Apesar, disto alguns não reconhecem a importância de serem PAI e nem imaginam a profundidade do seu erro em negar a sua presença e participação na vida de um filho. Acredito que é por pura ignorância, pois são produtos de uma sociedade capitalista e fútil que vê nos filhos e na família uma prisão, querem voar por lugares vazios, procurar vida onde não há! Produzem histórias de vida que existe somente na mente manipulada deles e esquecem-se da vida que colocaram no mundo e que espera por um PAI! Tristes pais que perdem o seu momento presos em prisões culturais cegos por um egoísmo hipócrita e ridículo. Por isto Pense se você é PAI seja enquanto há tempo, porque como diz o professor Corelli. Qual a sua obra?
Convivo com muitos tipos de PAI, tive a sorte de ter um PAI maravilhoso, um avó fenomenal e convivo com um dos melhores PAI do mundo. Sim, o pai do meu filho tem muitos defeitos como todos os seres do universo...Tive a oportunidade de vê-lo nascer, aconteceu no mesmo momento em que o meu filho nasceu, um homem que cresceu e transformou-se em um pai forte, apaixonado, sincero, amigo , consciente da sua função no mundo e da sua influência na formação do seu filho. Um PAI que se esforça para ser perfeito cuida de tudo o que o filho precisa, cuida para que ele possa se orgulhar, agradecer e amar!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Congresso Internacional - Curitiba


Participar de um congresso Internacional é sempre bom independente do tema ou dos palestrantes. Isto porque saímos do “ Mundo das idéias “ da educação e partimos para o plano das “ Ações”. Dialogar e interagir com mais de dois mil profissionais que atuam na educação é um privilégio da ação educativa reflexiva. Neste caso reflexões sobre as dificuldades de aprendizagem e do ensino. De forma resumida posso dizer que havia um consenso entre os palestrantes em relação as dificuldades discutidas pairando no ar a pergunta “ Dificuldades de quem?” dos alunos, da escola, dos pais ou dos professores. O fato é que a sociedade hoje e sempre teve dificuldades a diferença esta em como lidamos com elas. Portanto a maneira como vamos lidar com estas dificuldades será decisiva para o desenvolvimento de nossos alunos.
As melhores palestras A escola criativa da família Romanelli
Conversa aberta sobre educação - Rosely sayão
Qual a tua obra? Mario Sergio Cortella
A arte do conviver e do aprender - Eduardo Shinyashiki
Diferenciar para aprender na sala de aula - Ariana Cosme
O uso de ferramentas sociais transformando a aprendizagem - Moisés Zy

Em outro post falo individualmente de cada uma delas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nossa equipe!!!


Equipe unida, cúmplice, igual e feliz é sem dúvida a receita do sucesso! Parabéns!!!

Educação de qualidade é uma busca constante das instituições de ensino, para que isso se torne realidades são necessárias ações que sustentem um trabalho em equipe e uma gestão que priorize a formação docente contribuido para um processo administrativo de qualidade conforme Chiavenato (1997, p.101), “não se trata mais de administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas. As organizações cada vez mais precisam de pessoas proativas, responsáveis, dinâmicas, inteligentes, com habilidades para resolver problemas, tomar decisões”. Nessa perspectiva devemos identificar as necessidades dos professores e com eles encontrar soluções que priorizem um trabalho educacional de qualidade esse trabalho é desenvolvido pelo coordenador pedagógico.

Esse profissional tem que ir além do conhecimento teórico, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre sua prática como nos fala NOVOA (2001), “a experiência não é nem formadora nem produtora. É a reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a formação“ com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho deve acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar preparado para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe. Dentro das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional. A questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial para uma gestão democrática, para que isso aconteça com estratégias bem formuladas o coordenador não pode perder seu foco.

O coordenador precisa estar sempre atento ao cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, essa caminhada nem sempre é feita com segurança, pois as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também fazem parte dessa trajetória, cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática para superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino – aprendizagem. O trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do profissional.

Por Vanessa dos Santos Nogueira
Colunista Brasil Escola