sábado, 19 de dezembro de 2009

Somos tudo aquilo fazemos, sobretudo,tudo aquilo que fazemos para mudar o que somos"Eduardo Galeano


Recentemente, tive a oportunidade de conviver com uma cultura muito diferente da minha. Tive grandes dificuldades de me fazer entender, mas o que mais me impressionou foi a dificuldade ou a incapacidade das pessoas de aceitar as diferenças e construir canais de comunicação. Canais que facilitam as trocas e agregam aprendizagem. As diferenças fazem com que possamos aprender. O problema é quando as pessoas não desenvolveram a capacidade de troca, de aceitação e entendimento das diferenças que existem entre as coisas e as pessoas. Dificuldade de abrir-se para novos mundos, novas músicas, novas visões de sociedade. A única solução para estes casos é a formação docente intensa e direcionada, visando o bem da educação independente das pessoas gostarem ou não. Pessoas que não trocam e não somam precisam mudar! Por isso Mude, Aceite desde que seja para o bem da educação! Se você não consegue enchergar com os seus olhos, leia, ouça e depois critique!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Por uma educação Bilingue...


Estudando a importância da linguagem e do desenvolvimento da mesma na primeira infância. Devemos dar maior atenção para o estímulo de uma segunda língua nesta fase do desenvolvimento cognitivo, pois é nesta fase a maior facilidade de aprendizagem devido à alta produção de neurônios no cérebro infantil. O estímulo de uma segunda língua influenciará todas as demais áreas.

Com base nos apontamentos do pesquisador SCHÜTZ (2003), por razões de ordem biológicas e psicológicas, quanto mais cedo a criança venha a ter o contato com a LI melhor torna-se o ritmo de assimilação da língua alvo.Também de acordo com as teorias do pesquisador BROWN (2001), a linguagem desenvolve-se com mais eficácia durante a infância.
Visitei algumas escolas bilíngües na Argentina e em São Paulo e fiquei impressionada com a fluência e a forma como adquirem a segunda língua. O interesse e a motivação envolvidos pelo lúdico.
A respeito da linguagem, destacamos o pensamento de ORLANDI (2003), o qual nos mostra que ao mesmo tempo em que é constituída, linguagem é um fator importante para o desenvolvimento mental, exercendo uma função organizadora e planejadora do pensamento. Isto nos leva a observar que a linguagem tem uma função social e comunicativa. Ao notarmos as funções que a linguagem possui, de acordo com ORLANDI (2003), fundamentamos que a partir da interação social, da qual a linguagem é expressão fundamental, o sujeito constrói sua própria identidade.

Ainda em conformidade com ORLANDI (2003) e BRANDÃO (2002), podemos ressaltar que através da ação o ser humano tem acesso ao mundo físico-social, e na mesma linha sobre a ação que o ser humano exerce sobre o mundo, pois através da atividade social é que esse mundo será transformado em um significado, em conhecimento e linguagem. Ao adentrarmos nos conceitos de linguagem, com base nas teorias de Lev Vygotsky, podemos notar que a linguagem é ligada ao fator que cada indivíduo possui dentro do seu processo de pensamento. No âmbito do pensamento e da inteligência, o homem utiliza “ferramentas que auxiliam os processos psicológicos da fala, nas ações concretas.” (OLIVEIRA, 1993, p. 30)

De uma forma geral, sem nos adentrarmos em concepções mais profundas a respeito do termo linguagem, podemos concluir que “o ser humano só existe dentro do mundo e o mundo só existe dentro da linguagem”. (ORLANDI, 2002, p. 15).

De experiência própria tive professores tradicionais que não me encantavam para o inglês e isto prejudicou meu empenho em aprender inglês, só depois que me encantei com os alunos argentinos, que assim que souberam que éramos estrangeiras começaram a se utilizar do inglês língua universal para se comunicar, foi então que pensei, puxa isto é maravilhoso! Poder se comunicar com o mundo ou com uma grande parcela dele tendo em vista que mais da metade do planeta é bilíngüe, aprendi em meses o que minha mãe pagou em anos de cursinho. E tudo porque hoje é significativo para mim falar inglês. Percebo que muitas pessoas não sabem da importância de estimular uma segunda língua e às vezes até acham que isto pode prejudicar o desenvolvimento da língua materna. As crianças assimilam uma LE, em particular o Inglês, com maior naturalidade quando começam mais cedo, pois dessa forma poderão dedicar mais tempo ao aprendizado da língua alvo, acumulando um conhecimento maior e mais sólido. Sobre a aprendizagem, OLIVEIRA (1992, p. 33) salienta que “a aprendizagem desperta processos internos de desenvolvimento que somente podem ocorrer quando o indivíduo interage com outras pessoas”.

Após uma extensa investigação, iniciada há meio século com seus filhos e outras crianças de seu meio, o psicólogo suíço Jean Piaget percebeu que as crianças possuem uma forma particular de pensar e entender, chegando à formulação teórica do desenvolvimento cognitivo (infantil).

Segundo ele, o Período Operatório Concreto (07 aos 11 anos), é o período onde as palavras tornam-se instrumento do processo do pensamento e a criança torna-se mais comunicativa. Por meio desta concepção da teoria de Piaget, podemos notar uma das razões para o ensino da LI nas séries iniciais do ensino fundamental.

Essas considerações teóricas, no tocante a discussão sobre linguagem e desenvolvimento cognitivo, mostram a capacidade intelectual da criança para aprendizagem de uma Língua Estrangeira (LE), em particular o Inglês.
Fiz um curso todo em inglês com o objetivo de me desafiar, desequilibrar e o resultado foi surpreendente, entendi tudo, mas me senti uma muda pois não conseguia me expressar ou seja meu cérebro não sistematizou os conhecimentos, não ouve aprendizagem e sim fleches de informações baseada em palavras traduzidas descontextualizadas com a minha vida. Magda Soares já fala sobre os analfabetos funcionais do português e eu me senti uma analfabeta funcional do inglês. Estou na luta! E tenho certeza de que vou chegar lá! Mas o meu filho não! Ele será um bilíngüe nato e isto se dá pelo fato de que a educação está cada dia mais buscando conhecimento em outras ciências fazendo trocas com neurologistas que sabem como o cérebro funciona, e sabendo disto as Escolas possibilitam um currículo bilíngüe! Tudo é um começo, um começo em busca do melhor para nossos alunos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

È hora de rever, reavaliar, refletir e planejar.....


O ano está terminando e junto com ele a avaliação de todo um trabalho, refletir e agir...mudar para que em 2010 possamos acertar mais e mais...em busca da excelência e da qualidade na educação...lá vamos nós!

Se é verdade que um bom planejamento evita problemas posteriores, certamente a primeira semana do ano é a mais importante para qualquer escola: é quando os gestores e a equipe pedagógica se reúnem para projetar os próximos 200 dias letivos e fazer a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) - o documento que marca a identidade da escola e indica os caminhos para que os objetivos educacionais sejam atingidos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar.

Antes de produzir esta reportagem, perguntamos a diretores e coordenadores pedagógicos, em nosso site, quais as principais dúvidas em relação à semana de planejamento. Recebemos 45 mensagens, questionando desde como organizar os encontros (e quem deve participar deles) até incertezas sobre os temas a debater. Para ajudar esses e outros leitores, sugerimos um cronograma para cinco dias de planejamento, com indicações sobre o que fazer em cada um deles e ideias práticas para conduzir os trabalhos.

Organização

A semana pedagógica, nunca é demais lembrar, não se restringe a esse período - pelo menos para os gestores. Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, professora de Didática, Currículo e Avaliação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o diretor deve planejar com antecedência, executar a agenda definida e acompanhar os resultados durante o ano. A preparação prévia está reunida no quadro abaixo, e as dicas para garantir um bom acompanhamento dos resultados, no último quadro desta reportagem. O planejamento da semana em si ocupa as próximas páginas.

Uma regra geral é começar o encontro pela discussão dos grandes temas e depois partir para os desafios específicos. Para o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Barbosa de Camargo, a melhor maneira de fazer isso é preparar bons diagnósticos. "As decisões essenciais decorrem da reflexão sobre os rumos que a escola quer percorrer", diz.

O cronograma apresentado a seguir é apenas uma sugestão para ajudar você no planejamento da semana. Dependendo do tamanho da sua equipe docente e da escola, faça as adequações necessárias.

E um 2010 bem planejado para todos!

Primeiras providências

Reúna a equipe gestora alguns dias antes para preparar a semana. Algumas ações devem ser realizadas:

- Montagem do calendário da escola
Com base na programação oficial da Secretaria de Educação (em que constam feriados, recessos e eventos de rede), planeje o calendário da escola, reservando datas para reuniões periódicas, como as de pais, do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres. Eleja alguns dias para eleição dos representantes de classe, feiras de Ciências e de livros, confraternizações e festas ou outro evento que a escola costume realizar. Peça ao coordenador para sugerir dias e horários para o trabalho pedagógico coletivo (geral, por área e por série).

- Consolidação dos dados da escola
Faça uma tabela com os principais dados da escola - número de matrículas iniciais e finais e as taxas de aprovação, repetência e distorção idade-série (leia mais na reportagem sobre dados da escola) -, os resultados de avaliações e planilhas de aprendizagens dos alunos.

- Planejamento do tempo
Monte um cronograma da semana pedagógica baseado na quantidade de dias que a escola dispõe para o encontro.

- Organização do espaço
Calcule quantos grupos de trabalho serão formados durante os encontros e combine com o pessoal da limpeza para que os espaços estejam limpos e organizados. Exponha as produções de alunos e professores em corredores e nas salas de aula para criar familiaridade e valorizar o trabalho realizado pelos alunos.

- Previsão de alimentação
Como receber a equipe? Com um café da manhã de boas-vindas? Então é preciso contar com a presença das merendeiras no local e preparar um espaço para essa recepção. Se a equipe vai se reunir por alguns dias, planeje os momentos em que ocorrerão as pausas e o almoço e o que será servido. Peça que as merendeiras organizem o cardápio e façam as compras necessárias.
Evite!

Não perca tempo com dinâmicas de grupo e leituras de texto de "motivação" - práticas que não levam à melhoria da aprendizagem. A maneira mais eficaz de estimular a equipe é garantir um bom ambiente de trabalho e compartilhar metas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Reportagem Jornal Hoje - 01/12/2009 Série Primeiros Passos


Os filhos fazem mil perguntas:

- De onde vêm os nenéns?

- Como eles vão parar dentro da barriga?

- Porque as meninas são diferentes dos meninos?

Os pais ficam cheios de dúvidas. “A gente fica um pouco perdido, é difícil de dizer para ele o que é aquilo e para que serve, né?”, fala Elmar de Mello, empresário.

A diferença entre meninos e meninas é uma das perguntas mais comuns.

- Mamãe, por que os meninos tem piu-piu e eu não tenho?

Converse naturalmente com seu filho. Uma ideia é mostrar figuras apropriadas para a idade dele, mas cuidado para não falar demais. Responda apenas o que foi perguntado e procure satisfazer a curiosidade da criança de uma forma bem simples.

Tatiana Koneski de Souza, empresária vai devagar. “Eu falo para ela que o piu-piu do menino é para fazer xixi e as meninas também, por enquanto eu acho que é o que ela tem que saber.”

Há pouco tempo ela levou um susto com a filha de seis anos. “Ela me contou que estava treinando beijo na boca com os meninos do prédio para que no dia que ela pudesse namorar o namorado dela da escola, ela saber direitinho”, fala a empresária.

“A criança dentro da curiosidade dela ela está querendo ver como é que é, agora quando se trata de uma situação exagerada onde se percebe que há uma erotismo nesta curiosidade, aí sim é uma coisa exagerada e até abusiva em relação ao colega ou a colega, aí sim merece cuidados, uma vigilância e as vezes até mesmo uma interferência”, explica Francisco Baptista Neto, psiquiatra.

E quando os pais percebem que a criança está se tocando? Muitos dizem: "é feio, não mexa ai”. “A criança pode ter a sua sexualidade reprimida e isso pode ter consequências as mais diversas como impotência e frigidez a partir da adolescência”, orienta o psiquiatra.

Também é natural, lá pelos quatro anos de idade, o menino se apaixonar pela mãe e a menina pelo pai. Luan não suporta dividir a mãe:

JH: o papai não pode beijar a mãe?
Luan: não, não e não!
JH: por quê?
Luan: tá, agora pode passar para a Isabella direto ? ( risos)

Ele fica furioso e tenta afastar os pais.

JH: Por que o pai não pode beijar a mãe?
Luan: eu já disse, porque ela é só minha.

Demonstrações de carinho entre os pais são importantes. Mas uma coisa são beijos e abraços espontâneos, outra é o exibicionismo, o exagero na frente do filho.

Cuidado para não provocar ciúmes e estimular a competição entre a criança e o pai - que pode ser visto como um rival - ou a mãe.

O psiquiatra aconselha:

- não brinque de namorado com seu filho, o melhor é evitar beijos na boca;
- preste atenção para os sinais de erotização precoce.

Estímulos sexuais chegam de todos os lados.

“Este estímulo visual de roupas, este estímulo do próprio comportamento atualmente as danças, é enfim todo este apelo sexual, as crianças acabam se estimulando mais cedo, existe este estímulo mais cedo”, fala Karine Rodrigues Ramos, pedagoga.

“O que as crianças precisam é não ter estímulos eróticos dentro de sua casa”, completa Francisco Neto.

E eles observam tudo!

Luan: só adulto que pode namorar de qualquer jeito.
JH: criança, como pode namorar?
Luan: só dá a mão, brincar no colégio como a Isa disse.
JH: e adulto?
Luan: namora, beija na boca, isso tudo ai...
JH: beija na boca?
Luan: é claro.

sábado, 28 de novembro de 2009

A educação familiar



È impressionante como em momentos difíceis onde temos que aprender a lidar com situações inesperadas buscamos conhecimentos, falas e posturas ensinadas por nossos pais. Assim como nossos alunos estes conhecimentos ficam lá guardados esperando o momento para ser usado, como uma semente. Estamos eu e meus irmãos passando por um momento onde nossos conhecimentos estão fazendo toda a diferença. Nossos pais plantaram em nós a semente da esperança, da persistência, do amor e acima de tudo da superação. Buscar superar-se é rever, reavaliar e acreditar sempre no sonho possível, na força do ser humano sobre seu corpo, sua mente e sua capacidade de sistematizar conhecimentos para que assim possa viver a vida. Renascer após um transplante complicado, renascer e retomar hábitos em prol da vida. Continuar brincando após a despedida de uma professora querida, continuar fazendo amigos após a perda de um. A competência de superação só acontece quando paramos para refletir sobre a ação e as forças sociais nós levam a acionar conhecimentos que nortearam nossas escolhas e decisões "Nossa vida" influenciada por nossa bagagem cultural.

"A pessoa que possuí imaginação mas não tem cultura possuí asas mas não tem pés."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Por uma formação DECENTE...


Parece obvio que qualquer mudança na Educação tem que prestar especial atenção aos professores e a sua formação. Temos assinalado que o aprendiz tem que construir seus próprios conhecimentos, mas o faz dentro de um ambiente e de determinadas relações sociais, e, na escola, quem administra estas situações é o professor. Ele tem que criar condições favoráveis para que o aluno aprenda e se desenvolva, e é uma tarefa muito difícil.
Mas não parece que muita gente esteja consciente disto e se preocupe. Por isso, a tarefa fundamental que se espera dos professores é a de guardar as crianças, torná-las respeitosas das normas e da ordem social estabelecida, e ensiná-las algumas coisas que não importa que não sirvam para nada porque, tal e como se ensina são pouco utilizáveis, sendo respeitosas já poderão aprender o que necessitam para fazer seu trabalho quando o iniciarem.
Ser professor é uma profissão mal paga que poucas pessoas escolhem diante de outras possibilidades de escolher uma profissão melhor remunerada e com mais prestigio social. A maioria que a abraça o fazem por limitações de tipo social, maior duração de outros estudos etc. Por isso não são poucos os professores que encontrando uma possibilidade mudam de emprego. Por essas mesmas razões não se seleciona os melhores indivíduos para serem professores. Sendo, como dizemos uma profissão muito difícil em todos os aspectos econômicos, sociais e culturais. Profissão que costuma ter uma formação curta e freqüentemente antiquada. O fato de que isso se faça assim. Torna evidente a pouca importância que se dá a função de professor, e, sobretudo a qualquer mudança nesta função.
A preparação dos professores deveria mudar muito para levar em conta as necessidades de uma educação mais voltada ao desenvolvimento dos alunos que a sua submissão, e também adequar-se as necessidades culturais atuais.
A Escola não pode estar centrada nela mesma. A escola apesar dos alunos obter informações nos diversos meios de comunicação existentes na sociedade hoje é insubstituível para provocar e desenvolver a capacidade de criação, para ensinar a analisar a realidade criticamente e a pensar por si mesmo, coisa que não se adquire, desde cedo, vendo televisão. Pode-se suspeitar que os poderes públicos se contentem com esta situação, e que a influencia da televisão não se conteste em centros que deveriam ensinar o individuo a pensar e a analisar as imagens. Mecanismo que segrega, marginaliza e corrompe o homem social. Torna ele um “bicho” que não se preocupa com a vida, com o planeta, com os outros. Que passa por uma criança com fome e não vê, que barganha, que rouba de quem não tem nada, que alienado pelo consumismo passa a sua vida trabalhando, que não é capaz de PENSAR por isso, PENSE!
PROCURE O VIDEO CRIANÇA A ALMA DO NEGÓCIO!
http://video.google.com/videoplay?docid=-5229727692415880368#

domingo, 1 de novembro de 2009

A revolução de 68!



Nesta última semana sofremos coletivamente eu e duas grandes amigas o resultado da prova de mestrado de uma universidade estadual! Então refleti muito sobre a revolução de 68. Revolução jovem em prol de educação para todos, qualidade de vida e emprego digno de graduados e pós graduados. Portanto, a necessidade de uma cultura de educação para todos completa 41 anos e ainda não disponibiliza uma vaga de mestrado para todos. A seleção oculta as diferentes tramas que um aluno que quer fazer mestrado tem de tecer.

A seleção não diz:
* para cursar mestrado você deve quase que obrigatoriamente ter cursado a graduação nesta universidade.
* Pesquisar e desenvolver um projeto que algum professor do mestrado se interesse!
* Não ser trabalhador, porque as aulas são em horários comerciais.
* Conhecer os professores e ter um contato direto para que ele conheça o seu trabalho e se interesse em ser seu orientador.

Na Paris de Maio de 68, havia uma fórmula francesa para preparar a revolução: rêve (sonho) + évolution. Assim estava escrito nos muros, nas paredes, nos portões, com a precisão possível em momento de alta volatilidade e desejos a mil.


Toda e qualquer idéia liberadora deveria ser escrita logo e dada ao conhecimento geral na rua. As frases e slogans nunca se assentavam no papel: iam diretamente para o lado de fora, assim escapando dos leitores sedentários para serem incorporadas pelos transeuntes. Idéias permanentes gravadas nos passageiros daqueles dias de chienlit. Tudo se transformava: como poucos movimentos políticos e sociais, maio de 68 fez surgirem “palavras de ordem” inéditas, que procuravam modificar o mundo através da imaginação. “Exagerar, eis a arma”. “A barricada fecha a rua, mas abre o caminho”.
Sim, a rua estava completamente alterada: a pele nova das palavras se colava ao lado dos cartazes baratos e rudimentares, produzidos pelo Atelier Popular da Escola de Belas-Artes de Paris, que anunciavam outra sociedade. Seguro de que “A ação não deve ser uma reação, mas uma criação”, um grupo minúsculo de estudantes concebeu mais de 350 cartazes, após intensas discussões, distribuídos em maio e junho de 1968 pelas ruas parisienses, até o momento em que a polícia invadiu o local de trabalho. Esses cartazes demonstravam solidariedade aos operários e aos imigrantes; sobretudo, lançavam fortes acusações ao governo De Gaulle e à repressão. Pregavam a ação comum dos trabalhadores e dos estudantes sob o lema “Usine Université Union”.


Mas observe a educação é para todos! È irritante tranformar é preciso!